Para tirar o ar da motobomba, é necessário realizar a escorva conforme o manual do modelo e verificar se a instalação permite manter as condições de sucção. O ar no corpo da bomba ou na tubulação pode impedir a captação, mesmo quando o motor está funcionando.
A escorva prepara o sistema para movimentar a água. Dependendo do equipamento, envolve preencher o corpo da bomba e a linha de sucção antes da partida.
Nas motobombas autoescorvantes, a retomada da sucção pode ser facilitada depois dessa preparação inicial, mas isso não significa que possam funcionar completamente secas.
Se a motobomba continua sem puxar água, repetir a escorva nem sempre resolve. Entrada de ar, mangueira danificada, obstrução, válvula com problema ou instalação incompatível também precisam ser considerados.
Escorvar uma motobomba significa preparar seu sistema hidráulico para iniciar o bombeamento, estabelecendo o preenchimento com água necessário para retirar o ar e permitir a captação.
O procedimento varia conforme a configuração da bomba. Alguns modelos exigem o preenchimento do corpo e da tubulação de sucção. Outros, autoescorvantes, utilizam a água colocada no corpo da bomba para auxiliar na expulsão do ar da linha durante a partida.
Por isso, não existe uma quantidade de água ou uma sequência única válida para todos os equipamentos. O ponto de abastecimento, os componentes necessários e as condições de partida devem ser conferidos no manual.
Nas motobombas centrífugas de superfície, o conjunto hidráulico precisa das condições adequadas de preenchimento para estabelecer o bombeamento.
Quando há ar no lugar da água, a bomba pode não conseguir criar a diferença de pressão necessária para elevar o líquido pela sucção. O motor continua girando, mas a água não chega à saída ou aparece de forma irregular.
A situação também pode ocorrer durante o funcionamento, caso o sistema passe a captar ar. Entre as possíveis causas estão uma conexão mal vedada e a entrada da mangueira fora da água.
Motor funcionando não é confirmação de bombeamento correto. Manter o equipamento ligado sem as condições exigidas pode danificar o sistema hidráulico.
Alguns sinais podem indicar perda de escorva ou entrada de ar:
Esses sinais não confirmam, sozinhos, que a causa seja ar. Obstruções, restrições na sucção e problemas de dimensionamento podem produzir sintomas semelhantes.
Observe também quando a falha começou: na primeira instalação, depois de mover a motobomba, após trocar uma mangueira ou durante uma queda no nível do reservatório. Essa informação ajuda na avaliação.
O escorvamento deve seguir as instruções específicas do fabricante. As etapas abaixo organizam as verificações gerais, sem substituir o procedimento do modelo.
Confira o modelo e procure as orientações sobre instalação, escorvamento e partida.
Verifique:
Não confunda o ponto de escorva com os reservatórios de combustível ou óleo.
Antes de verificar conexões ou preencher a bomba, desligue o equipamento e impeça uma partida acidental conforme o manual.
Se o equipamento estava funcionando, aguarde o resfriamento. Não abra tampões de uma bomba quente ou de um sistema ainda pressurizado. Antes da abertura, siga o procedimento indicado no manual para aliviar eventual pressão.
Com o equipamento parado, observe se:
Uma escorva bem executada pode ser perdida se a instalação continuar admitindo ar.
Utilize o ponto de escorva identificado no manual e preencha com água nas condições especificadas.
Nos equipamentos que exigem o preenchimento da linha de sucção, essa etapa também precisa ser realizada. Em modelos autoescorvantes, não presuma que seja suficiente apenas molhar o interior da bomba.
Depois, recoloque o tampão e confira a vedação conforme as instruções. Não improvise aberturas nem desmonte o conjunto hidráulico.
Com a instalação preparada, execute a sequência de partida prevista no manual.
Não aumente a rotação na tentativa de compensar uma falha de sucção. Se o bombeamento não se estabelecer nas condições e no tempo previstos no manual, desligue o equipamento e reavalie a instalação.
Evite tentativas prolongadas ou repetidas com o sistema sem água.
Não. Uma motobomba autoescorvante normalmente precisa receber água no corpo da bomba antes da primeira partida, conforme o manual.
A característica autoescorvante facilita a retirada do ar da linha e a retomada da sucção quando o equipamento mantém as condições necessárias. Ela não significa funcionamento a seco nem corrige vazamentos, mangueiras inadequadas ou uma altura de captação excessiva.
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Situação |
O que significa |
O que conferir |
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Primeiro escorvamento |
Preparação inicial para estabelecer o bombeamento |
Preenchimento, instalação e partida conforme o manual |
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Retomada da sucção |
Restabelecimento da captação em um sistema preparado |
Água retida no corpo, vedação e condições da sucção |
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Perda recorrente de escorva |
O sistema deixa de manter a preparação necessária |
Entrada de ar, válvula, nível da água e danos |
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Falha de dimensionamento |
A instalação exige condições incompatíveis com o equipamento |
Alturas, tubulação, perdas de carga e demanda |
A necessidade de escorvamento varia conforme a configuração do equipamento. Para entender essas diferenças e as aplicações de cada categoria, consulte o guia completo sobre os tipos de bomba d’água e suas aplicações.
Se a escorva foi realizada corretamente e a falha permanece, é necessário considerar outras causas. Faça apenas as verificações externas permitidas pelo manual.
A sucção pode admitir ar por conexões, juntas ou vedações defeituosas. Nem sempre haverá água vazando para fora: durante a captação, o ar pode entrar pelo ponto sem produzir um vazamento visível.
Se a perda de escorva é frequente, a vedação merece atenção. Componentes danificados devem ser avaliados, sem improvisações.
A mangueira de sucção precisa resistir à redução de pressão durante a captação. Uma mangueira inadequada pode se deformar e restringir a passagem de água.
Verifique externamente:
Desligue o equipamento antes de qualquer ajuste.
Se o nível do reservatório baixar, a entrada pode ficar descoberta e passar a captar ar.
A entrada deve permanecer submersa conforme as orientações do manual, sem ficar apoiada no fundo ou posicionada em uma concentração de resíduos.
Folhas, barro e outros materiais podem limitar a entrada de água.
Com o equipamento desligado, confira os componentes externos acessíveis e execute somente a limpeza prevista no manual. Não tente remover obstruções internas desmontando a bomba.
Também verifique se o líquido é compatível com o equipamento. Uma motobomba destinada à água limpa não deve ser utilizada automaticamente com areia, lodo ou sólidos.
A altura de sucção é o desnível entre a superfície da água e a entrada da bomba instalada acima da fonte. Ela não corresponde à profundidade total do reservatório ou poço.
Mesmo com a escorva correta, uma instalação que ultrapassa os limites de captação pode não funcionar. Comprimento, diâmetro da tubulação e demais perdas também influenciam a sucção.
Não use a altura manométrica máxima como se fosse o limite de profundidade de captação: são informações diferentes.
Conforme o projeto, a válvula ajuda a manter as condições necessárias para uma nova partida.
Se houver sujeira, dano ou instalação incorreta, a água pode retornar e o sistema perder a escorva. Entretanto, nem toda motobomba exige a mesma válvula ou o mesmo local de instalação.
Siga a configuração prevista no manual e procure assistência quando houver suspeita de falha em componentes internos.
Tubulação inadequada, excesso de restrições, desníveis e demanda incompatível podem impedir o resultado esperado.
Quando a dúvida está no dimensionamento, reúna as medidas da instalação e utilize nossa calculadora de motobombas. Preencha os dados com atenção e, se necessário, conte com apoio técnico para avaliar o resultado.
Para entender os critérios de escolha dos equipamentos, consulte também nosso guia de motobombas a gasolina: modelos, potência e como escolher.
Algumas tentativas podem agravar a falha ou criar riscos.
Evite:
A escorva prepara o bombeamento, mas não substitui o reparo de uma peça danificada nem o dimensionamento correto da instalação.
Interrompa o uso se houver:
Ao procurar atendimento, informe o modelo, o que aconteceu antes da falha, a altura aproximada de sucção e as características da mangueira. Fotos da instalação também podem ajudar na orientação inicial.
Realize a escorva indicada no manual, com o equipamento desligado e resfriado, e confira a vedação e as condições da sucção. Se a falha persistir, investigue obstruções, mangueira, válvula e dimensionamento.
Não. A água de escorva é colocada no sistema hidráulico, pelo ponto indicado no manual. Ela não deve ser adicionada aos reservatórios de combustível ou óleo.
Depende do modelo. Alguns equipamentos exigem esse preenchimento; outros, autoescorvantes, utilizam a água no corpo da bomba para auxiliar na retirada do ar da linha. Consulte o manual.
Não. A característica autoescorvante não dispensa a preparação inicial nem autoriza o funcionamento a seco. Antes da partida, faça o preenchimento indicado no manual do seu modelo.
O tempo varia conforme o modelo e a instalação. Não adote um prazo único nem mantenha a bomba funcionando indefinidamente enquanto espera a água chegar.
Pode haver retorno da água, entrada de ar, problema na válvula ou falha de vedação. A causa precisa ser identificada antes de repetir as partidas.
Sim. Um ponto da linha de sucção pode admitir ar durante o funcionamento sem apresentar vazamento externo evidente.
Não. Ela não corrige mangueira danificada, obstrução, componente defeituoso ou instalação acima da capacidade do equipamento.
Quando a motobomba não puxa água, a escorva e a instalação de sucção estão entre os primeiros pontos a verificar.
A preparação correta, porém, só funciona quando o equipamento e o sistema estão em condições adequadas.
Se houver dano, vazamento ou falha persistente, interrompa as tentativas e conte com nossa rede de assistência técnica autorizada.
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